Estou aqui agora fazendo uma imensa pesquisa. Quero achar um nome para este blog. É certo que cheguei a uma possível conclusão. Vamos ao caminho. Sempre visito o blog Instante Posterior. Não só pelos bons textos, mas também pelos comentaristas e seus blogs. Hoje visitei vários deles, como por exemplo Cocuruto.com – Alpinismo Intelectual. Percebi que preciso de um nome bacana para meu blog. E no que devo me prender para criar este título? Até agora não sei essa resposta.
Pensei em REGISTRO… Procurei significados para isso. Nada muito emocionante, exceto por registro denominar vávula hidráulica de acionamento manual. Essa expressão pode dar um bom trocadilho. Um registro também pode ser um livro em branco destinado a transcrição de documentos. Parece que esquentei. Porém, a palavra registro não tem a sonoridade que espero para um título de blog. Busco algo mais poético e envolvente.
Como meus assuntos giram em torno de culinária, família, eventos, estórias, comecei a procurar por TRADIÇÃO. Em seguida veio CULTURA. Em seus signifcados pude almejar vários nomes: Narrativas, Contos Costumeiros, Ritual de Contar Estórias, Cultivo de Costumes, Artefatos da Memória….
Este último é bom, mas vou usar PÁGINAS EM BRANCO. São convidativas! Assim fica mais amplo e posso escrever sobre o que quiser. Este também é o título daquela que foi minha poesia mais bem aceita pelo público. Até publicada numa das edições dos Poetas Brasileiros Contemporâneos, pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores.
Então, após 4 textos, indecisões e muita pesquisa, inauguramos o blog Páginas em Branco. Vamos continuar esta construção!

Páginas em branco
Canto dos pássaros
Canto dos índios.
Tudo é inspiração!
Páginas em branco vão sendo lentamente manchadas pelo movimento que minha mão dá à caneta preta.
Adoro caneta preta.
Antes gostava mais de grafite.
Hoje sei que não poderão apagar minhas manchas.
Podem até rasgar; jogar fora. Mas sei que venci o problema da borracha.
Me pego pensando o tempo todo no óbvio.
Hoje; gosto desta palavra. Gosto deste dia, desta calma, desta leveza.
Tudo é inabalável porque estou só.
Eu,a casa; meu canto
A música; minha inspiração.
A luz amarela da lâmpada me incomoda, de certo modo.
Mas é apenas a luz.
Apesar do incômodo, sem ela eu não poderia escrever.
Tudo tem sua utilidade.
Me pego escrevendo o óbvio.
Páginas em branco
Em preto
Em mim vão se transformando.