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Genética para Bolo

02 de março de 2009

Bolos e Quitandas

grandmajulie

De onde vem o cozinhar bem?

Existe algo “genético” que já notei nas pessoas da minha família. Tanto o lado paterno como o materno tem pessoas que cozinham extremamente bem. Então, diante de estímulos, observações e experiências,criou-se em mim um prazer enorme em cozinhar.

Durante minha adolescência, morei muito tempo com minha avó materna e sua irmã, em Tupaciguara-MG. A Vovó Maria tinha o melhor arroz com feijão da face da terra. A Tia Branca fazia doces de compota e bala de coco como ninguém. Caprichosas, sempre dividiam as tarefas da cozinha. Além disso, meus pais, também exímios cozinheiros, sempre deixaram que eu me aventurasse na cozinha desde cedo. A minha avó paterna, Vovó Violeta, teve restaurantes e mora em Brasília desde a época da construção da capital. Então era de se esperar algo. E de fato a cozinha é o ambiente onde exerço a criatividade, esqueço os problemas, sinto prazer e realização com a prática.


De onde vem o bolo?

A Tia Branca fazia bolos. Ela tinha uma receita base e batia os ingredientes numa tigela enorme de cerâmica. Era um mundo de colheres de pau e utensílios mágicos para uma criança. Eu gostava muito de “rapar a tigela”. Porém, o bolo dela era meio sêco. Então, me deu vontade aprender a fazer bolo. Aprendi primeiro a receita dela. Depois, ao passar férias na casa da vovó Violeta, ela me ensinou sua receita. Minha mãe também contribui explicando sobre a relação, a ordem e a quantidade de ingredientes. Muitos dos bolos que fiz derramaram no forno, “solaram”. Desperdício só. Mas continuei na busca da receita perfeita, até conseguir.

Receita de Bolo de Chocolate Alquimia

Após muitos bolos, vários com elogios e aparente preferências da família e amigos, vai minha receita de bolo de chocolate.

Ingredientes do bolo:
3 ovos
1 pitada de sal
1 xícara de chá de açúcar refinado
3 colheres de margarina
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de chocolate em pó
1 xícara de leite integral
1 colher de sopa de fermento em pó
Raspas da casca de 1 laranja

Preparo do bolo:
Separe as claras, junte o sal e bata em neve. Reserve. Ligue o forno e deixe aquecendo enquanto prepara a massa. Unte uma forma (costumo usar a redonda de aprox. 25cm de diâmetro) com margarina e enfarinhe em seguida. Num recipiente junte as 3 gemas, o açúcar, as raspas de laranja, a margarina e bata bem. Junte a esta mistura a farinha de trigo, o chocolate e o leite. Vá misturando devagar até obter uma mistura homogênea. Coloque o fermento em pó, misturando sem parar. Por último, junte delicadamente as claras em neve. Leve ao forno (180°) por aproximadamente 30 minutos.

Ingredientes da cobertura:
4 cravos da índia
1 pauzinho de canela
Casca de uma laranja
2 xícaras de leite
4 colheres de sopa de chocolate em pó
1 colher de manteiga ou margarina
1/2 lata de leite condensado

Preparo da cobertura:
Em fogo baixo, ferva o leite com o cravo, a canela e a casca de laranja. Reserve. Faça um brigadeiro mole com o chocolate, o leite condensado e a manteiga. Quando o brigadeiro estiver começando a soltar do fundo, acrescente aos poucos o leite aromatizado até obter uma calda parecida com calda de sorvete.
Servindo o bolo:
Desenforme o bolo em uma bandeja ou boleiro. Ainda quente, você fura o bolo com o garfo e espalha a cobertura. Aguarde esfriar um pouco para servir. Fica fofinho, cheiroso e gostoso. Se quiser levar à geladeira, é importante que mantenha o bolo em uma vasilha fechada, pois a massa pode ressecar e mudar de textura.

 

Pão de Queijo

20 de fevereiro de 2009

Pães, pizzas e tortas

Pão de Queijo
Tudo começou no sábado pela manhã. Pensei em fazer um delicioso pão de queijo mineiro, que apendi a fazer com minha mãe. Fomos até a lojinha de um senhor falante e simpático, chamada“Cantinho de Minas”, na comercial da 116 norte. Segundo o bom senhor, seu queijo é de excelente qualidade. Então nos ofereceu um queijo meia-cura de Araxá. E ele já entrega ralado. Compramos o polvilho doce Amafil, pois é o que minha mãe recomenda. Eu obedeço né, afinal ela aprendeu com minha avó, que aprendeu com a bisa, e assim vai…uma linhagem de legítimas mineiras.

Bom, faltam ovos, leite, óleo e água. Os ovos caipiras, preferência do meu namorado, compramos no Extra. O restante dos ingredientes já tínhamos em casa.

Chegamos em casa e pus a mão na massa. Foi bem rápido. Três medidas de polvilho doce numa vasilha grande que dê para amassar e sovar bem. Medidas podem ser copo, prato, xícara, litro. Os antigos usavam muito como medida o litro de óleo ou o prato. Eu usei uma xícara grande. Usamos a mesma quantidade (3 medidas) de um composto preparado com 1/3 de água, 1/3 de óleo e 1/3 de leite. Então fica assim: 1 xícara de água, 1 xícara de leite e 1 xícara de óleo. Juntei tudo numa panela e coloquei pra esquentar. Quando levantou fervura, deliguei e escaldei o polvilho imediatamente, misturando aos poucos. Enquanto esperava esfriar, aproveitei para temperar o frango de domingo com ervas e vinho branco (meu tempo de cozinha deve ser bem aproveitado, pois é escasso).

Depois desta mistura fria, que fica com uma textura meio borrachuda, juntamos 3 medidas de queijo. Afinal, um pão de queijo decente deve ter a relação entre polvilho e queijo igual. Às vezes vale a pena colocar um pouquinho mais de queijo. Neste momento experimentei o queijo para ver como estava de sal. Era assim que minha avó Maria fazia sempre. Se o queijo estiver bem salgado, a massa vai carecer de pouco sal. Um pãozim de queijo mais temperadim agrada o paladar. Então batemos de 2 em 2 os ovos e juntamos aos poucos. Para esta receita, usei 4 ovos, que eram graúdos. Foi o suficiente para a massa ficar bem macia e ligeiramente grudenta. Este é o ponto. Sovar até que a mistura fique homogênea é muito importante. Não precisamos de coisas do tipo fermento em pó. Bons polvilhos já têm propriedades que fazem a massa crescer. Polvilhos ruins fazem pães de queijo massudos e pesados.

Com a massa pronta, enrolar as bolinhas é mais fácil. Basta passar óleo nas mãos, pegar uma colherada de massa e ir enrolando. Eu prefiro pães de queijo tamanho coquetel (os pequeninos). Assam mais rápido e economiza gás. Esta receita rendeu 3 formas quadradas médias, cheias de bolinhas, assadas em fogo alto, até ficar bem dourado em cima (aproximadamente 40 minutos). Gosto de servir com algumas pastas. As melhores, compro na Panitália, comercial 116 norte. Adoro as coisas de lá. Para os pães de queijo caem bem pastas de azeitona preta, sardella, berinjela italiana. Também vale peito de peru fatiado e requeijão. Pra quem nunca experimentou, até mel com pão de queijo é algo (invenção da minha amiga Raylla).

Pão de queijo 2