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Mineiro: torresmo, café e pão de queijo

05 de dezembro de 2010

Sobre culinária e gastronomia

Torresmo e Bolinho de Arroz

Ser mineiro é bom demais. Nessas andanças por Tupaciguara (minha cidade) e por BH (cidade do Daniel – meu marido), a gente mata a saudade dos costumes, do sotaque e das delícias mineiras. Brasília é perto de Minas e tem muito mineiro. Aqui é até facil e acessível encontrar bons ingredientes e boa comida mineira. Mas tem alguns detalhes que nunca são iguais aos da nossa casa. Meu pai faz um torresmo muito bom, sem aquela pele grossa e dura. Mais nova, eu achava que torresmo certo era feito assim. E que esses torresmos feitos com pele eram uma enganação. Digo pra vocês que se o torresmo for só de pele de porco, não é torresmo, é pururuca. E são coisas diferentes. O torresmo é a barriga do porco frita até ficar douradinha e sequinha e começar a sair fumaça. É como se fosse um bacon frito, ao invés de defumado. Pode ter pele ou não. Mas só a pele frita não é torresmo nem de longe. O sabor, a textura e o preparo são bem diferentes.

Tutu de Feijão

06 de julho de 2010

Acompanhamentos

Tutu de feijão para acompanhar
É certo que já me reconheço como uma cozinheira de fim de semana. E no último domingo, para receber um casal de amigos em casa, fiz bife rolê com batatas, arroz branco, tutu de feijão e couve refogada. Vou passar aqui a receita do tutu de feijão. Esta receita aprendi com minha mãe. É um acompanhamento muito saboroso, e muito comum na comida mineira e paulista. Tanto que existem versões da receita de tutu à mineira e tutu à paulista. Bem, eu não me apeguei a nenhum detalhe regional. Apenas fiz o tutu do jeito que aprendi com minha mãe. Claro que o dela tem um sabor especial, mas o resultado aqui em casa foi de fazer meus convidados repetirem. Veja a receita:

Pão de Queijo

20 de fevereiro de 2009

Pães, pizzas e tortas

Pão de Queijo
Tudo começou no sábado pela manhã. Pensei em fazer um delicioso pão de queijo mineiro, que apendi a fazer com minha mãe. Fomos até a lojinha de um senhor falante e simpático, chamada“Cantinho de Minas”, na comercial da 116 norte. Segundo o bom senhor, seu queijo é de excelente qualidade. Então nos ofereceu um queijo meia-cura de Araxá. E ele já entrega ralado. Compramos o polvilho doce Amafil, pois é o que minha mãe recomenda. Eu obedeço né, afinal ela aprendeu com minha avó, que aprendeu com a bisa, e assim vai…uma linhagem de legítimas mineiras.

Bom, faltam ovos, leite, óleo e água. Os ovos caipiras, preferência do meu namorado, compramos no Extra. O restante dos ingredientes já tínhamos em casa.

Chegamos em casa e pus a mão na massa. Foi bem rápido. Três medidas de polvilho doce numa vasilha grande que dê para amassar e sovar bem. Medidas podem ser copo, prato, xícara, litro. Os antigos usavam muito como medida o litro de óleo ou o prato. Eu usei uma xícara grande. Usamos a mesma quantidade (3 medidas) de um composto preparado com 1/3 de água, 1/3 de óleo e 1/3 de leite. Então fica assim: 1 xícara de água, 1 xícara de leite e 1 xícara de óleo. Juntei tudo numa panela e coloquei pra esquentar. Quando levantou fervura, deliguei e escaldei o polvilho imediatamente, misturando aos poucos. Enquanto esperava esfriar, aproveitei para temperar o frango de domingo com ervas e vinho branco (meu tempo de cozinha deve ser bem aproveitado, pois é escasso).

Depois desta mistura fria, que fica com uma textura meio borrachuda, juntamos 3 medidas de queijo. Afinal, um pão de queijo decente deve ter a relação entre polvilho e queijo igual. Às vezes vale a pena colocar um pouquinho mais de queijo. Neste momento experimentei o queijo para ver como estava de sal. Era assim que minha avó Maria fazia sempre. Se o queijo estiver bem salgado, a massa vai carecer de pouco sal. Um pãozim de queijo mais temperadim agrada o paladar. Então batemos de 2 em 2 os ovos e juntamos aos poucos. Para esta receita, usei 4 ovos, que eram graúdos. Foi o suficiente para a massa ficar bem macia e ligeiramente grudenta. Este é o ponto. Sovar até que a mistura fique homogênea é muito importante. Não precisamos de coisas do tipo fermento em pó. Bons polvilhos já têm propriedades que fazem a massa crescer. Polvilhos ruins fazem pães de queijo massudos e pesados.

Com a massa pronta, enrolar as bolinhas é mais fácil. Basta passar óleo nas mãos, pegar uma colherada de massa e ir enrolando. Eu prefiro pães de queijo tamanho coquetel (os pequeninos). Assam mais rápido e economiza gás. Esta receita rendeu 3 formas quadradas médias, cheias de bolinhas, assadas em fogo alto, até ficar bem dourado em cima (aproximadamente 40 minutos). Gosto de servir com algumas pastas. As melhores, compro na Panitália, comercial 116 norte. Adoro as coisas de lá. Para os pães de queijo caem bem pastas de azeitona preta, sardella, berinjela italiana. Também vale peito de peru fatiado e requeijão. Pra quem nunca experimentou, até mel com pão de queijo é algo (invenção da minha amiga Raylla).

Pão de queijo 2