Como boa mineira, sou fã de feijão tropeiro. Mas aqui em casa é meu marido quem gosta mesmo! Sempre pede pra fazer e ainda avalia o resultado. Para quem não conhece, o feijão tropeiro é um prato típico das culinárias mineira, goiana e paulista. Conta a história que era uma das comidas dos tropeiros, que transportavam mercadorias a partir do século 17, integrando comercialmente e culturalmente os povoados da região Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. O feijão tropeiro é um preparo de feijão misturado com farinha de mandioca, torresmo, linguiça, couve, ovos e temperos variados, super completo, equivale a uma refeição. O feijão tropeiro é tão querido, que tem até nas festas juninas e também se tornou um clássico prato servido no estádio Mineirão, em BH. Bem… chega de lero lero e vamos à receita. Desta vez, eu preparei sem o torresmo. Mas se você estiver animado, faz com o torresmo, que fica uma delícia!
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Feijão Tropeiro
28 de julho de 2016
Prato único
Mineiro: torresmo, café e pão de queijo
05 de dezembro de 2010
Sobre culinária e gastronomiaSer mineiro é bom demais. Nessas andanças por Tupaciguara (minha cidade) e por BH (cidade do Daniel – meu marido), a gente mata a saudade dos costumes, do sotaque e das delícias mineiras. Brasília é perto de Minas e tem muito mineiro. Aqui é até facil e acessível encontrar bons ingredientes e boa comida mineira. Mas tem alguns detalhes que nunca são iguais aos da nossa casa. Meu pai faz um torresmo muito bom, sem aquela pele grossa e dura. Mais nova, eu achava que torresmo certo era feito assim. E que esses torresmos feitos com pele eram uma enganação. Digo pra vocês que se o torresmo for só de pele de porco, não é torresmo, é pururuca. E são coisas diferentes. O torresmo é a barriga do porco frita até ficar douradinha e sequinha e começar a sair fumaça. É como se fosse um bacon frito, ao invés de defumado. Pode ter pele ou não. Mas só a pele frita não é torresmo nem de longe. O sabor, a textura e o preparo são bem diferentes.
